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As empresas que evito no PSI20

Da mesma forma que existem empresas que vejo algum potencial a longo prazo, existem aquelas que, na minha opinião, não valem a pena o investimento, pelo menos por enquanto.
Em seguida vou falar de cada uma delas individualmente, contudo não será uma análise detalhada, mas sim uma breve opinião.

Banco Comercial Português (BCP)

O BCP é uma empresa que opera no mercado da banca com as marcas Millennium BCP e Activobank em portugal,tendo tambem operações sob outras marcas nos EUA, Países Baixos, Luxemburgo, Suiça, Macau, Ilhas Caimão, Moçambique e Polónia.

O BCP tem a sua fonte de receita de 2 grandes formas, produtos financeiros, como empréstimos, PPR, seguros, entre outros e as famosas comissões. Ficando excluido desta última o Activobank que até à data não tem taxas e comissões de manutenção.


Comentário: Apesar de ser grande fã de empresas do setor da banca tenho sempre muitos cuidados quando as escolho. Esta empresa não está nos meus planos, mesmo gostando do modelo do Activobank, por ter uma dependência bastante elevada das taxas e comissões (representam cerca de 35% da receita). Vejo esta ação a cair cada vez mais nos próximos anos aumentada ainda pela eminente possibilidade de uma recessão.

Correios De Portugal (CTT)

Sem muito por explicar os CTT são a única empresa em Portugal que faz distribuição dos correios. Este segmento tem vindo a cair constantemente nos últimos anos devido à cada vez maior entrega de correspondência via online (contas da utilidades, água, gás, eletricidade e cartas dos bancos).

De forma a colmatar esta queda foi criada uma subsidiária a CTT Expressos que funciona na entrega de encomendas, apesar de ser um segmento com um crescimento bastante grande também existe atualmente já bastante concorrência.

A criação do Banco CTT veio aproveitar o espaço ja existente, ocupado pelos balcões dos correios, como tal foi um bom pensamento, aproveitar a estrutura para criar um serviço de banca sem taxas ou comissões de conta, pelo menos até à data. Com o banco já a funcionar a empresa adquiriu em 2019 a empresa de crédito automóvel 321, o que fez aumentar os lucros e diversificar num novo segmento.

Finalmente a PAYSHOP, serviço de pagamento de serviços, este segmento bastante bem pensado porque facilita o pagamento de serviços, tendo sido colocado em diversos estabelecimentos, nomeadamente papelarias, tabacarias e afins.

Comentário: Apesar de ter um modelo de negócios diversificado com bastante potencial a ação continua a cair e a rentabilidade da empresa a diminuir. Na minha opinião esta empresa é de evitar por causa da direção, decisões a pensar no curto prazo e pouco consistentes, tal facto verifica-se na política de dividendos da empresa. Ação a evitar mas com potencial.

NOS (NOS)

Esta empresa surgiu com a fusão da ZON e OPTIMUS, focando-se no segmento dos serviços das telecomunicações, tanto móveis como fixas. No Seu portfólio também existem os cinemas, parte da  Sportv, a NOS Towering, S.A, entre varias empresas de distribuição de conteúdos.

Tem um conteúdo diversificado, tendo inclusive como acionistas principais a  ZOPT, SGPS, S.A, empresa detida pela SONAECOM e pela Isabel dos Santos.

Comentário: Esta foi uma ação que me atraiu durante algum tempo, contudo após analisar a empresa identifiquei aquilo que considero, para mim, muralhas intransponíveis. A maior de todas foi o investimento no 5G, após ver alguns dados acredito que a aposta nas torres de 5G serão um custo demasiado elevado para a empresa. Seguidamente o nome de Isabel dos Santos, após o Luanda Leaks e de toda a conjetura envolvente acho demasiado especulativo apostar na ação.

Pharol (PHR)

A Pharol é uma empresa que detêm ações de outras empresas, por si só, o modelo de negócio pode ser interessante, vejam a Berkshire Hathaway, contudo esta empresa apresenta aquilo que considero investimentos catastróficos.

Detêm parte da OI, uma empresa de telecomunicações brasileira, relacionada com a antiga PT, Operação Marquês e que desde essa altura tem vindo a ser canibalizada e cai constantemente na bolsa brasileira.

Em 2015 a empresa tinha 897 milhões de dívida emitida pela Rio Forte. Mais uma vez participação num negócio com uma empresa, desta vez ligada, ao caso BES e a elementos da operação Marquês.

Comentário: Para mim empresa a fugir, a OI no Brasil cada vez está pior e todos os negócios da empresa estão relacionados com alegados casos de criminalidade.

Conclusão

Atualmente estas empresas não fazem parte da minha rotina de investimento, contudo considero que algumas delas após alterações internas ou do mercado se possam tornar mais atrativas.

Caso tenham um ponto de vista diferente em relação à alguma delas deixem nos comentário, será uma grande ajuda para mim e para toda a comunidade.

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